Roberto Paternò

Por muito tempo, eu achei que não era inteligente.

Minha história com a aprendizagem começou com dificuldade, muito antes de se tornar minha profissão.

Roberto Paternò

Antes das técnicas, veio a dificuldade

Até os três anos, eu não falava. Depois, fiz acompanhamento fonoaudiológico até os sete. Ao longo da vida escolar, convivi com dificuldades e com a sensação de estar atrás dos outros.

Com o tempo, passei a interpretar essas dificuldades como uma característica minha: eu me sentia incapaz. Essa sensação me acompanhou até a faculdade.

Cinco páginas por hora

Na faculdade, eu estudava cerca de cinco páginas por hora. As matérias se acumulavam, e acompanhar o conteúdo exigia um esforço enorme.

Foi nesse contexto que procurei um curso de técnicas de aprendizagem. Comecei a experimentar outras formas de estudar e, gradualmente, percebi mudanças: das cinco páginas por hora, passei a doze, depois a vinte, trinta e cinquenta.

Esses números fazem parte da minha experiência pessoal, em diferentes momentos do meu percurso. O que mais me marcou foi perceber que eu podia desenvolver uma capacidade que antes julgava não ter.

Dos estudos aos idiomas

O desejo de aprender inglês abriu outra parte dessa trajetória. Depois vieram o francês e outros idiomas.

Ao longo dos anos, estudei dez idiomas, com níveis diferentes de domínio. Italiano, português, inglês, espanhol e francês estão entre aqueles em que tenho maior fluência. Outros continuam sendo parte do meu processo de estudo e revisão.

Aprender idiomas tornou-se uma maneira de explorar o mundo e de experimentar, na prática, diferentes estratégias de aprendizagem.

O que cinema e teatro têm a ver com ensinar?

Minha formação em cinema e teatro também faz parte da maneira como ensino.

Aprendi a trabalhar com a voz, a presença, o ritmo e a construção de histórias. Levo esses recursos para a sala de aula para despertar curiosidade, tornar explicações mais concretas e incentivar a participação.

Uma história bem contada pode aproximar alguém de um assunto que antes parecia distante. Uma aula pode ter profundidade e, ao mesmo tempo, ser envolvente e divertida.

Quatorze anos dedicados à aprendizagem

Há 14 anos, dedico meu trabalho a ajudar outras pessoas a desenvolver sua maneira de estudar e aprender. Nesse percurso, obtive certificação como especialista em aprendizagem estratégica e construí minha experiência profissional na Itália.

Também sou membro da Mensa, uma sociedade internacional de pessoas com alto QI. Essa é uma parte da minha trajetória, mas o que orienta meu trabalho é lembrar como eu me sentia quando acreditava que não era capaz.

Por que criei o Método Galileo Galilei

Criei o Método Galileo Galilei para ajudar outras pessoas a reconhecer possibilidades onde antes enxergavam limitações.

Quero contribuir para que estudar deixe de ser uma experiência de frustração e se torne uma ferramenta para escolher caminhos, desenvolver habilidades e construir projetos de vida.

Minha visão é que, em qualquer cidadezinha do Brasil, qualquer pessoa tenha a oportunidade de estudar, aprender e ser quem quiser.

Redescubra sua inteligência.